segunda-feira, 13 de junho de 2011

PRECE DE EXÚ



PRECE DE EXÚ


Sou EXÚ, Senhor Pai, permite que assim te chame, pois, na realidade Tu o és, como és o meu Criador.
Formaste-me da Poeira Ástrica, mas como tudo o que provém de Ti, sou real e eterno.
Permite, Senhor, que eu possa servir-te nas humildes e desprezíveis tarefas criadas pelos teus humanos filhos.
Os homens me tratam de anjo decaído, de povo traidor, de rei das trevas, de gênio do mal e de tudo o mais em que encontram palavras para exprimir o seu desprezo por mim, no entanto, nem suspeitam que nada mais sou que o reflexo de si mesmos. Não reclamo, não me queixo, porque esta é a Tua vontade.
Sou escorraçado, sou condenado a habitar as profundezas escuras da Terra e trafegar pelas sendas tortuosas da provação.
Sou invocado pela inconsciência dos homens a prejudicar o seu semelhante. Sou usado como instrumento para aniquilar aqueles que são odiados, movido pela covardia e maldade humanas sem contudo poder negar-me ou recorrer.
Pelo pensamento dos inconscientes sou arrastado à descrença, à confusão e à ignomínia, pois esta é a condição que Tu me impuseste.
Não reclamo Senhor, mas fico triste por ver os teus filhos que criaste à Tua imagem e semelhança serem envolvidos pelo turbilhão de iniquidades que eles mesmos criam e, eu, por Tua Lei inflexível, delas tenho de participar.
No entanto, Senhor, na minha infinita pequenez e miséria, como me sinto grande e feliz quando encontro em algum coração um oásis de amor e sou solicitado a ajudar na prestação de uma caridade.
Aceito, sem queixumes, Senhor, a Lei que, na Tua infinita sabedoria e justiça, me impuseste, a de executor das consciências, mas lamento e sofro mais, porque os homens até hoje não conseguiram compreender-me.
Peço-Te oh! Pai Infinito, que lhes perdoe.
Peço-Te não por mim, pois sei que tenho que completar o ciclo da minha provação, mas por eles, os Teus humanos filhos.
Perdoa-os, e toma-os bons, porque somente através da bondade do seu coração poderei sentir a vibração do Teu amor e a graça do Teu perdão.

FLEURUTY (EXÚ TIRIRI)
(Psicografado por A. J. Castro)

Santo Antônio de Pemba


Santo Antônio de Pemba

Entre Santo Antônio de Lisboa e Santo Antônio de Pemba há muita diferença.
Como o número de escravos era superior ao dos fidalgos, erigiu-se em cada fazenda uma capela com o Santo da devoção dos Senhores ou Sinhás das fazendas, onde um Sacerdote da Igreja Católica fazia seus ofícios religiosos.
Quando os escravos adotaram Santo Antônio de Lisboa por Santo Antônio de Pemba como Exu, fizeram-no por diversos motivos. O primeiros porque tinham que acompanhar o credo católico; o segundo para ludibriar a boa fé dos senhores das fazendas, pois proibiam que os mesmos professassem o seu culto africano; e o terceiro porque faziam suas festas com fogo, como fogueiras, etc., e o dono do fogo é Exu.
O dia de Santo Antônio de Pemba é 13 de junho, razão pela qual a Umbanda comemora nesta data o dia de Exu.

Na Umbanda atual, onde os chefes de terreiros são mais esclarecidos, com mais cultura e seus filhos também, não se admitem mais os tabus a respeito de Exus e Pombagiras, tais como :
Colocar cortina para cobrir o Gongá em dias de Sessão de Exu;
Considerar os médiuns que trabalham com Exus ou Pombagiras como perigosos, como assim era de crer naquela época remota;
Não permitir que os médiuns do terreiro trabalhem como Exus e Pombagiras, como alguns chefes de terreiros daquela época então procediam;
Pensar que Exu ou Pombagira são entidades negativas;
Considerar ainda nos dias de hoje que OMULU seja Exu e não Orixá;
Exigir que Exus ou Pombagiras incorporem de costas para o Gongá;
Pensar que somente na grande hora (meia-noite) seriam horas que Exu ou Pombagira poderiam incorporar;
Pensar que um médium após trabalhar com Exu ou Pombagira terá de ser descarregado por um Caboclo ou Preto Velho;
Pensar que Exu e Pombagira só trabalham falando "palavrões" e bebendo. Isto é a má orientação dada pelo chefe do terreiro que não respeita a entidade e nem se faz respeitar.

terça-feira, 31 de maio de 2011

Oxosse/Odé


Oxossi

  Na Umbanda, Oxossi é considerado o chefe dos caboclos, índios e boiadeiros. Orixá das matas e amigo inseparável de Ogum é o representante da medicina na mitologia africana: para os povos nativos, suas folhas e ervas medicinal são fontes de saúde.
  Oxossi habita nas entranhas das florestas virgens. É o senhor dos arbustos, protetor de toda a flora. Foi ele quem inspirou as comunidades negras na busca do conhecimento de suas origens.
  Ele comanda a falange dos Caboclos que baixam nos terreiros. No sincretismo religioso, é representado por são Sebastião (no Rio de Janeiro) e por são Jorge ( na Bahia). Tem como dia votivo o 20 de janeiro, época em que os fiéis levantam choupanas com galhos verdes para homenageá-lo.
  A fim de levar adiante sua tarefa de governar os caboclos, Oxossi precisa da ajuda do orixá Ossaim, deus das folhas medicinais, das folhas e ervas aromática. Seu dia da semana é quinta- feira, juntamente com Ogum. As cores de Oxossi são todos os matizes do verde, visto que ele protege as florestas.
  Quando se manifesta nos médiuns no terreiro. Oxossi é saudado com Okê Caboclo, visto que fuma charuto, bebe vinho e tem uma dança folclórica. Nesta dança, ele se movimenta como se estivesse atirando uma flecha. Tem como insígnias o arco e a flecha, tacape, bodoque, capacete de penas (cocar), saiote de penas coloridas.
  Todas as oferendas a Oxossi devem ser arriadas em matas, e deverão constar do seguinte:

-7 velas verdes
-Milho cozido em grãos
-1 prato de alguidar de barro
-Fita verde
-Charutos
-Vinho tinto
-Casca de coco (cuité)

Ao chegar à mata, saúde inicialmente a Ossaim, deus da folhagem. Em seguida, bata palmas junto do pé de um arbusto dos maiores, onde será depositada a oferenda. Acenda as velas e coloque o prato com milho cozido no centro das velas. Depois, abra a garrafa de vinho, beba um gole e despeje no cuité (casca de coco aberta ao meio). Faça um laço no gargalo da garrafa com fita verde e acenda os charutos. Bata a cabeça e faça uma prece em voz baixa, cantando o Ponto.
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    Aruê caçador
Lambaranguange matou subaé
   Tauamin
Aruê caçador
Lambaranguange matou subaé
   Tauamin
Caça na Aruanda, ô coroa
Oxossi é caçador, ô coroa
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Oxossi- Deus da Caça
Como é cultuado no Candomblé

  É o orixá protetor das matas e das caças, Oxossi dança levando ofá (arco e flecha), chapéu de couro ou adê com penas.
  Carrega capanga (bolsa de couro onde guarda a caça).
  Em seu ritual suas cores são o azul claro e o verde. No sincretismo religioso, Oxossi é representado por São Jorge e São Sebastião.
  São encontrados vários tipos de Oxossi, tais como:

  •          Otin – tipo de Oxossi que dança com uma lança
  •          Inlé ou Ibualamo
  •          Agué
  •          Odé
  Oxossi geralmente come tudo que é caça principalmente o tatu. O orixá também saboreia um prato feito de milho chamado Axoxô.
  Os pejis de Oxossi são colocados nas matas. Geralmente damatás em ferro representam o Orixá.
  Encontramos nos Pejis de Oxossi objetos de caça, quartinhas contendo Jurema (bebida feita com mel ou melado e o suco da entrecasca da planta jurema).
  Oxossi é considerado como o Rei de Ketu.

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“Omo Adé Lai Lai
 Omo Adé Lai Lai
Agbadô Lokô Koisô
Omo ode Kosojó”
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No candomblé uma das cerimônias mais importantes é dedicada a Oxossi, que vem a ser a cerimônia das Quartinhas de Oxossi.
  Na nação ketu suas saudações são as seguintes:
·         Okê
·         Odê Kokê Maió
·         Okê Arô
  Segundo a mitologia, Oxossi não nasceu Orixá. Seu antigo nome era Odé, e era casado com Oxum.
  Odé foi caçar no dia de ifá. Ifá era um importante Orixá, que proibia a todos de caçar em seu dia. Odé não obedece aos pedidos de Oxum (sua esposa) e vai para a mata caçar ; depois de muito andar encontra uma grande cobra que era Oxumarê. A cobra canta para ode:
  “Eu não sou bicho de pena para Odé matar”.
  Sem entender, Odé a mata, e a corta em pedaços, colocando-a em sua capanga. Ainda assim a cobra continua a cantar. Ao chegar em casa Odé prepara a cobra e a come, enquanto Oxum foge.
  Ao voltar no dia seguinte Oxum encontra o marido morto, vendo no chão o rastro de cobra voltando para a mata. Oxum desespera-se e vai chamar Ifá, que por sua vez considera o fata e faz desaparecer o corpo de Odé.
  Após decorridos sete anos Odé surge como Orixá, possuindo o nome de Oxossi.
  Em rituais do Candomblé, como Angola, Congo e Caboclo, Oxossi é conhecido pelos seguintes nomes:
  •          Mutalombo
  •          Tauamin
  •          Mutacalombo
  •          Cobogira