quarta-feira, 18 de abril de 2012

ORIXÁS BEBES


PEGUEI ESTAS IMAGENS NA NET ACHEI MUITO LINDAS ENTÃO RESOLVI DIVIDIR COM VOCÊS...















































 























































                                            PARABÉNS PARA QUEM TEVE ESTA INICIATIVA!

domingo, 4 de dezembro de 2011

IANSÃ

Iansã é um Orixá feminino muito famoso no Brasil, sendo figura das 
mais populares entre os mitos da Umbanda e do Candomblé em nossa terra e
também na África, onde é predominantemente cultuada sob o nome de Oiá.
É um dos Orixás do Candomblé que mais penetrou no sincretismo da 
Umbanda, talvez por ser o único que se relaciona, na liturgia mais 
tradicional africana, com os espíritos dos mortos (Eguns), que têm 
participação ativa na Umbanda, enquanto são afastados e pouco cultuados
no Candomblé. Em termos de sincretismo, costuma ser associada à figura
católica de Santa Bárbara. Iansã costuma ser saudada após os trovões, 
não pelo raio em si (propriedade de Xangô ao qual ela costuma ter 
acesso), mas principalmente porque Iansã é uma das mais apaixonadas 
amantes de Xangô, e o senhor da justiça não atingiria quem se lembrasse
do nome da amada. Ao mesmo tempo, ela é a senhora do vento e, 
conseqüentemente, da tempestade. 

Nas cerimônias da Umbanda e do Candomblé, Iansã, ela surge quando 
incorporada a seus filhos, como autêntica guerreira, brandindo sua 
espada, e ao mesmo tempo feliz. Ela sabe amar, e gosta de mostrar seu 
amor e sua alegria contagiantes da mesma forma desmedida com que 
exterioriza sua cólera. 

Como a maior parte dos Orixás femininos cultuados inicialmente pelos 
iorubás, é a divindade de um rio conhecido internacionalmente como rio 
Níger, ou Oiá, pelos africanos, isso, porém, não deve ser confundido 
com um domínio sobre a água. 

A figura de Iansã sempre guarda boa distância das outras personagens 
femininas centrais do panteão mitológico africano, se aproxima mais dos
terrenos consagrados tradicionalmente ao homem, pois está presente 
tanto nos campos de batalha, onde se resolvem as grandes lutas, como 
nos caminhos cheios de risco e de aventura - enfim, está sempre longe 
do lar; Iansã não gosta dos afazeres domésticos. 

É extremamente sensual, apaixona-se com freqüência e a multiplicidade
de parceiros é uma constante na sua ação, raramente ao mesmo tempo, já
que Iansã costuma ser íntegra em suas paixões; assim nada nela é 
medíocre, regular, discreto, suas zangas são terríveis, seus 
arrependimentos dramáticos, seus triunfos são decisivos em qualquer 
tema, e não quer saber de mais nada, não sendo dada a picuinhas, 
pequenas traições. É o Orixá do arrebatamento, da paixão. 

Foi esposa de Ogum e, posteriormente, a mais importante esposa de 
Xangô. é irrequieta, autoritária, mas sensual, de temperamento muito 
forte, dominador e impetuoso. É dona dos movimentos (movimenta todos os
Orixás), em algumas casas  é também dona do teto da casa, do Ilê. 
Iansã
é a Senhora dos Eguns (espíritos dos mortos), os quais controla com um
rabo de cavalo chamado Eruexim - seu instrumento litúrgico durante as 
festas, uma chibata feita de rabo de um cavalo atado a um cabo de osso,
madeira ou metal. 

É ela que servirá de guia, ao lado de Obaluaiê, para aquele espírito 
que se desprendeu do corpo. É ela que indicará o caminho a ser 
percorrido por aquela alma. Comanda também a falange dos Boiadeiros.

Duas lendas se formaram, a primeira é que Iansã não cortou 
completamente relação com o ex-esposo e tornou-se sua amante; a segunda 
lenda garante que Iansã e Ogum, tornaram-se inimigos irreconciliáveis 
depois da separação. 

Iansã é a primeira divindade feminina a surgir nas cerimônias de cultos afro-brasileiros.

Deusa da espada do fogo, dona da paixão, da provocação e do ciúme. 
Paixão violenta, que corrói, que cria sentimentos de loucura, que cria o
desejo de possuir, o desejo sexual. É a volúpia, o clímax. Ela é o 
desejo incontido, o sentimento mais forte que a razão. 






Mitologia

Embora tenha sido esposa de Xangô, Iansã percorreu vários reinos e conviveu com vários reis. Foi paixão de Ogum, de Oxaguiam, de Exu, Conviveu e seduziu Oxossi, Logun-Edé e tentou, em vão, relacionar-se com Obaluaê. Sobre este assunto, a história  conta que Iansã  percorreu vários reinos usando sua inteligência, astúcia e sedução para aprender de tudo e conhecer igualmente a tudo.

Em Ire, terra de Ogum, foi  a grande paixão do guerreiro. Aprendeu com ele o manuseio da espada e ganho deste o direito de usá-la. No auge da paixão Ogum , Iansã partiu, indo para Oxogbô, terra de Oxaguian. Conviveu e aprendeu o uso do escudo para se proteger de ataques inimigos, recebendo de Oxaguian o direito de usá-lo. Quando Oxaguian estava tomado pe paixão por Oyá, ela partiu.

Pelas estradas deparou-se com Exu. Com ele se relacionou e aprendeu os mistérios do fogo e da magia. No reino de Oxossi, seduziu o deus da caça, mesmo com os avisos de sua mulher, Oxum, que avisara ao marido do perigo dos encantos de Iansã. Todavia, com Oxossi, Oyá aprendeu a caçar, a tirar a pele do búfalo  e se transformar naquele animal, com a ajuda da magia aprendida com Exu. Seduziu o jovem Logun-edé , filho de Oxossi e Oxum e com ele aprendeu a pescar.

Iansã  partiu, então, para o reino de Obaluaê, pois queria descobrir seus mistérios e até mesmo conhecer seu rosto (conhecido apenas por Nanã – sua mãe – e Iemanjá, mãe de criação). Uma vez chegando ao reino de Obaluaê, Iansã  tratou de insinuar-se:

- Como vai o Senhor das Chagas?

No que Obaluaê respondeu:

- O que Oyá quer em meu reino?

- Ser sua amiga, conhecer e aprender, somente isso. E para provar minha amizade, dançarei para você a dança dos ventos!

(Dança que, por sinal, Iansã usou para seduzir reis como Oxossi, Oxaguian e Ogum).
Durante horas Iansã dançou, sem emocionar ou, sequer, atrair a atenção de Obaluaê. Incapaz de seduzir Obaluaê, que jamais se relacionou com ninguém, Iansã  então procurou apenas aprender, fosse o que fosse. Assim, dirigiu-se ao homem da palha;
- Obaluaê, com Ogum aprendi a usar a espada; com Oxaguian, o escudo; com Oxossi aprendi a caçar; com logun-edé a pescar; com Exu aprendi os mistérios do fogo. Falta-me apenas aprender algo contigo.

- Você quer aprender mesmo, Oyá? Então, ensinar-lhe como tratar dos mortos!
De inicio Iansã  relutou, mas seu desejo de aprender foi mais forte e, com Obaluaê, aprendeu a conviver com os eguns e controlá-los.

Partiu, então Oyá, para o reino de Xangô. Lá, acreditava, teria o mais vaidoso dos reis e aprenderia a viver ricamente. Mas, ao chegar ao reino do deus do trovão, Iansã aprendeu muito mais que isso... aprendeu a amar verdadeiramente e com um paixão violenta, pois Xangô dividiu com ela os poderes do raio e deu a ela o seu coração.

O fogo é o elemento básico de Iansã. O fogo das paixões, o fogo a alegria, o fogo que queima. Iansã é o Orixá do fogo...

E aquele que dão uma conotação de vulgaridade a essa belíssima e importantíssima divindade africana, é digna de pena e mais digna, ainda, do perdão de Iansã.

Dados
Dia: quarta feira

Data: 4 de Dezembro

Metal: Cobre

Cor: Marrom,vermelho e rosa

Partes do corpo: fígado e o sangue.

Comida: acarajé, abará.

Arquétipo: É de pessoas audaciosas, poderosas e autoritárias, pessoas que podem ser fieis, de uma lealdade absoluta em certas circunstancias, mas que em moutros momentos, quando contrariadas em seus projetos e empreendimentos, deixam-se levar pelas manifestações da mais extrema cólera. Pessoas, enfim, cujos temperamentos sensual e voluptuosos podem levá-las a aventuras amorosas extra conjugais, múltiplas e freqüente, sem reservas de decência, mas que não as impedem de continuarem muito ciumentas com seus parceiros por elas mesma enganados.

Símbolos: espada de cobre e o eru  (rabo de boi ou de búfalo)







O filho de Iansã chama a atenção por ser do tipo inquieto e extrovertido. Não admite ser contrariado, pouco importando se tem ou não razão, pois não gosta de dialogar. Prefere sempre impor sua vontade. Mostra-se quase sempre alegre e decidido, mas quando . questionado de forma inadequada pode tornar-se violento, partindo para a agressão, com berros, gritos e choro. 

Odeia todo tipo de preconceito e passa por cima de qualquer um para defender a bandeira que estiver sendo ofendida. Muito verdadeiro e transparente não consegue disfarçar seus sentimentos, sejam eles de alegria ou tristeza. Enfrenta qualquer situação de maneira despojada e decidida. É leal e objetivo. A garra talvez seja sua maior qualidade, mas seu grande defeito é a franqueza dita sem qualquer cuidado, o que quase sempre o torna inconveniente no convívio social.

É muito competitivo, agressivo e sujeito a enormes ataques de cólera. Não teme tomar atitudes que possam mudar sua vida radicalmente por um sonho, aventura ou ideal. 

As vezes torna-se maquiavélico e trama grandes vinganças, no entanto não consegue agir por muito tempo nos bastidores, logo sua tendência à guerra o faz mostrar-se por inteiro ao inimigo, já que prefere a luta cara a cara.

A vida sentimental de um filho de Oiá é marcada por súbitas e enormes paixões que assim como começam de forma intempestiva, terminam de forma abrupta sem deixar resquícios de mágoa ou tristeza. 

Gosta do sexo, mas não faz dele sua razão de vida. Procura o relacionamento duradouro, mas não se intimida se tiver que abandonar tudo que construiu ao lado de alguém que ousou trair sua confiança e partir para novas descobertas. 

É incapaz de perdoar uma traição e o ciúme é a pedra fundamental de seus relacionamentos. Pode ser facilmente reconhecido pelo temperamento forte e arrasador como os ventos de sua mãe.    



quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Normas de Terreiros


 

Normas de Terreiros

A Umbanda


Conforme o tempo vai passando, algumas coisas tendem a se perder por nossa memória; porém, existem determinadas significações que jamais devem ser esquecidas, já que consistem em ações básicas de nosso quotidiano, e o ao se perderem poderiam até mesmo fazer com que você não compreendesse o verdadeiro sentido de alguns fatos que fazem parte do nosso dia a dia.
O esquecimento ao qual nos referimos acontece por causa do que costumamos chamar de “rotina”, pois quando passamos a fazer algo com muita constância, este passa a crescer dentro de nós, evoluindo os seus ensinamentos, e nos levando ao conseqüente encobrimento daqueles que foram os ensinamentos básicos, as raízes que nos sustentaram até então.
Por isso agora, relembremos algo que vem lá do inicio da Umbanda que conhecemos, os significados dos principais rituais que nela se realizam contidas numa única Gira, e que por acontecerem tão freqüentemente, são facilmente desapercebidas.

TEMPLO

Local, local onde Zelador de Santo (Pai espiritual), filhos, irmãos e simpatizantes, entra em comunhão com Deus Criador, com os Orixás e com os mentores espirituais. É Nesse solo sagrado que recebemos; doamos e principalmente aprendemos a Amar, Perdoar, resgatar, ajudar ao próximo, sem distinção de cor, condições sócias.
Que todos respeitem esse solo, zelando pela limpeza, não só no aspecto material, mas também no aspecto moral, pois só assim conseguiremos estar mais próximo de Oxalá.

 

Zelador de Santo (Pai Espiritual / Babalaô)
Babalaô ou Pai Espiritual é o responsável pelos filhos, o templo, cuidar dos Orixás, fazendo as firmezas do terreiro e cuidar da coroa de cada um que foi entregue a ele por confiança.
É ele que cuida da coordenação de todo o trabalho para que os mesmos não tenham problemas observando tudo ao seu redor, e que muitas vezes falto o tempo para dar atenção a todos os filhos, ficando a cargo dos Pais Pequenos o desenvolvimento Mediúnico ajuda e auxilio aos Médiuns quanto da incorporação e desincorporação, não esqueçamos que o Babalaô é Pai, amigo, conselheiro, aquele a quem confiamos a espiritualidade, que dispõe do seu tempo, às vezes da família para que cada filho cresça, não esqueçamos irmãos que na figura do Babalaô e Pais pequenos existe seres humanos que também tem seus problemas e suas vidas, estão irmãos vamos respeitar essas pessoas que se doam para o nosso bem estar é o mínimo que devemos fazer.

A Preparação para a Gira


Quando sabemos que em determinado dia ocorrerá uma Gira, nós os filhos-de-santo devemos tomar algumas providências que com toda a certeza nos ajudarão a se preparar para ela.
  1. Em primeiro lugar, a abstinência alcoólica é obrigatória. Nunca devemos ir a uma Gira dedicada a Deus e aos Orixás com sequer uma dose de qualquer bebida que seja, isso porque tal ato poderá acarretar problemas sérios ao médium, que terá alguns dos seus sentidos alterados e não poderá entregar-se por completo ao Pai, além de ser um desrespeito à ele próprio.
  1. A carne vermelha deve ser evitada, pois lhe são contidas certas energias que podem interferir no organismo do médium, seja ele de incorporação ou não, dificultando assim o fluxo de energia positiva da corrente e o reabastecimento de suas “baterias divinas”.
  1. Quanto à abstinência sexual, ela deve ser efetuada, não pelo sexo ser impuro como todos pensam, mas sim porque o ato ocorrido consome grande parte da energia corporal, debilitando o corpo do Médium que não poderá ser utilizado na sua plenitude devido ao cansaço existente.
  1. Por ultimo lugar citamos o banho de defesa ou descarrego como se costuma chamar, e que pode ser feito com cinco, sete ou nove Ervas Sagradas, ou o próprio sal grosso.
Este banho tem o poder de limpar e defender o corpo de qualquer negatividade que possa nele existir, dando-lhe melhores condições para desempenhar o seu papel nas Giras. Porém vale o lembrete de que o banho de defesa só é tomado após o banho comum, sendo lavada somente à parte de abaixo do pescoço (pois a cabeça pertence ao Santo de cada um), e deverá ser levemente enxuto deixando com que o restante se seque no próprio corpo.
Para complementar essa preparação, deve também acender uma luz ao nosso anjo-de-guarda, pedindo a sua proteção para que tenhamos condições de nos entregar totalmente à Caridade.
  1. A chegada ao Templo

Os dias que intermediam as Giras realmente demoram a passar, e ao se rever às pessoas que tanto gostamos surge àquela vontade de colocar todos os assuntos em dia. Isso de modo algum é proibido desde que seja feita antes do ato de bater-cabeça e acontecer fora das dependências internas do templo, pois dentro deste deve-se guardar o silêncio em respeito a Oxalá, e aos Guias e Orixás que ali aguardando o inicio da Gira.

  1. Hora de se Entregar a Oxalá

Depois de colocar a roupa branca, chega a hora de entregar-se ao Pai e realizar todos os rituais necessários a nossa segura permanência dentro da Gira.
Dentre esses rituais, o primeiro é o de bater-cabeça, onde nos entregamos a Oxalá com o verdadeiro intuito de se realizar a caridade com muita seriedade e consciência do ato que se praticará, e o qual nunca devemos nos esquecer.

  1. Abertura dos trabalhos

Ao iniciar os trabalhos, já devemos estar totalmente imbuídos no sentido de entrega plena aos entes espirituais, de modo que à vontade de Oxalá seja feita e possamos mais uma vez cumprir nossa obrigação.
Para que fortificamos este sentimento, se faz necessário que a prece de abertura seja sentida verdadeiramente, e não somente recitada. Temos realmente que nos fazer ouvir por Oxalá para que este esteja presente durante toda a Gira, nos ajudando a recarregar a energia gasta durante toda uma semana.
O mesmo é dito ao se bater-cabeça. Muitos não conhecem o significado deste ato, que além de transparecer o nosso respeito a nossa humildade aos Orixás, também é a demonstração da união e coletividade que são fatores essenciais a qualquer templo que trabalhe em prol da Caridade.
  1. Defumação

A firmeza de cada integrante da corrente de faz extremamente necessária nessa hora, pois é ai que toda a negatividade que possa haver se imiscuído dentre a corrente será varrida para fora do Templo, de modo que não possa interferir no perfeito fluxo da Gira. Porem, se os Médiuns não se mantiverem mentalmente firmes no propósito de bani-las, essas forças negativas poderão oferecer maior resistência e até permanecer entre a corrente, podendo atrapalhar assim aos rituais que se procederão.
  1. Chamando os Guias.

Esse é o momento que compõe a essência básica de todos os rituais que o antecederam. É o momento em que os médiuns devem se dispor realmente à Caridade, em amor aos seus Guias e entregando-se a eles de forma que possam vir trabalhar e ajudar a si e aos que deles necessitam.
Mas são muitas às vezes em que somos perturbados por algumas dores ou determinados problemas, e já achamos que não temos condições de deixá-los vir. Bem, esse julgamento é um julgamento que cabe somente a Oxalá, que foi a quem você se entregou quando bateu-cabeça, e aos seus próprios Guias que sabem de suas condições, e não viriam se estas lhe faltassem.
Portanto, não ligamos o nosso Piloto Automático, e deixemos que os desígnios divinos cuidem de nós, pois DEUS sabe o que faz, e cabe-nos somente à parte de nos entregarmos de coração, e nos desligar de tudo o que acontece fora dali.
E quanto aos Médiuns que ainda não incorporam, que não incorporaram naquela Gira ou fizeram sua opção pela não incorporação, não pensem que foram esquecidos, pois cada um, dentro da sua função, seja de cambono, curimba, cantador, são de essencial importância, pois sem vocês os Guias não teriam condições de trabalhar. Portanto, estes devem manter em silencio e se dispor em ajudar naquilo que for preciso, e assim também estarão contribuindo para a pratica da Caridade.
 Irmão de fé – Amar a “Deus” sobre todas
as coisas e ao teu irmão como a ti mesmo
Seres humanos imperfeitos que somos costumamos sempre ver e perguntar o porquê de nossos problemas, a falta do perdão e do amor ao próximo é as principais causas deles, aquele que não consegue perdoar amarra-se ao outro por um cordão que não se quebra nunca, ficando ligados um ao outro por toda uma vida, aumentando nossas limitações. Antes de julgarmos aos outros devemos também nos questionar quanto a nossa conduta, para também não sermos julgados, antes de darmos nossos julgamentos, vamos irmãos nos colocar na vez daquela pessoa para sabermos se gostaríamos de saber que estão falando de nós, vamos nos vigiar irmãos para não cometermos com os outros aquilo que não gostaríamos para nós.
Só quando alcançamos o perdão verdadeiro, aquele que vem do coração é que crescemos tanto espiritualmente quanto materialmente, deixemos de ser mentirosos, hipócritas ou vaidoso, vamos estender nossos braços aqueles a quem precisam e deixarmos o egoísmo de lado. A vaidade pode acabar com a própria espiritualidade do médium e quando ela aparece nunca vem sozinha, vem sempre acompanhada da inveja e desilusão, lembremos sempre irmãos, nós somos os únicos donos da nossa derrota, para combatermos esses maus que nos acompanham, devemos sempre praticar a caridade sem sair pelo mundo daquilo que fez e adotarmos Oxalá em nossos corações.
Nós irmãos de fé, devemos nos respeitar sempre como seres humanos, maridos, esposas, filhos para que a amizade perpetua sempre dentro do terreiro. A intriga, inveja desavença e a preguiça não faz parte da nossa querida Umbanda, esta religião que não faz restrição a nenhum ser encarnado ou desencarnado. 
  

NORMAS


 

Define-se como área do terreiro o portão de entrada ate o reino

  1. Fica estabelecido que nenhum médium poderá fumar dentro desta área, podendo fumar do portão para fora do terreiro, uma vez que a área do terreiro é uma área sagrada e devemos respeitar nossos Orixás e nossas entidades. 
  1. O médium devera trazer as ferramentas de trabalho de seus guias, ou seja: charuto, cigarro, fumo, cachimbo e a bebida de cada entidade. Deverá mostrar aos cambonos onde esta o material, para que quando se fizer necessário, eles sirvam seus guias.
  1. Fica estabelecido o horário dos trabalhos, inicio 10:00 e termino 17:00 horas.
  1. A equipe de limpeza devera chegar no terreiro 1:30 hora antes do inicio dos trabalhos para que aja tempo hábil de efetuar a limpeza e os demais médiuns deverão chegar pelo menos 15 (quinze) minutos antes das 10:00 horas para efetuarem a troca de roupas e fazer as respectivas firmezas.
  1. Periodicamente todos os médiuns serão solicitados a ajudar nos trabalhos de limpeza do terreiro, Haverá uma escala, de acordo com a disponibilidade de cada um.
  1. Os trabalhos começarão as 10:00 horas, caso não de tempo de efetuar a firmeza para o Orixá e o povo da esquerda, quando a primeira entidade do médium se manifestar ela mesma providenciara a firmeza e riscara seu ponto.
  1. Os trabalhos de atendimento aos visitantes terminarão as 16:30 horas, caso falte alguém para ser atendido, ou se faz um passe coletivo ou pede para o visitante retornar no próximo trabalho.
  1. Em caso de atraso, não entre na gira sem o consentimento do Babalaô, na ausência pedir a autorização do guia chefe, na ausência deles pedir autorização aos Pais Pequenos.
  1. Nos dias de Festa aos Orixás ou entidades os horários dos trabalhos serão flexibilizados em função da demanda de visitantes.
  1. Todos os médiuns deverão providenciar a toalha de bater cabeça, A toalha pode e deve ser usada para bater a cabeça e para segurar os médiuns quando uma desincorporação, ficando a mesma na cintura dos médiuns.
Nota: A toalha e um instrumento de trabalho Consagrado ao médium não podendo ser transferido essas energias para outros médiuns, por isso é necessário que todos há tenham.
  1. É necessário que todos os médiuns saúdam a tronqueira quando entrar no terreiro.
  1. Antes de pisar na parte coberta do terreiro é importante saudarmos o solo pertencentes aos Orixás, fazendo o sinal por Olorum, por Oxalá e por Ifá, afinal quando entramos em qualquer casa pedimos licença para entrar e por que não pedirmos licença aos nossos orixás.
  1. Após a troca de roupa, a feituras das respectivas firmezas, cada médium deverá se posicionar para o inicio dos trabalhos.
  1. A cada duas linhas de trabalhos haverá um intervalo de 30 (trinta) minutos, para descanso.Podendo os médiuns irem ao banheiro e lanchar.
  1. O templo é um lugar sagrado, e como tal devemos respeitá-lo, começando a chamar nossos irmãos pelo nome, muitas vezes tratamos nossos irmãos com desdenho chamando ele pelo apelido, não nos esqueçamos que ali estamos nos doando para recebermos nossas entidades assim como elas também merecemos respeito, portando segue como norma, fica terminantemente proibido chamarmos nossos irmãos pelo apelido.
  1. Todos os Médiuns quando da desincorporar deverá guardar e lavar os instrumentos usados (copo, cuia, xícara, etc).

OBRIGAÇÕES DOS CAMBONOS



  1. Caso algum guia peça algum material, pergunte a que se destina.
  1. Procure ter a mão os pertences do Guia que estiver trabalhando.
  1. Quando os passes terminarem e havendo tempo os Médiuns de branco poderão falar com os guias.
  1. Se os Médiuns ao desincorporar não se sentir bem devem leva-lo aos Pais pequenos. Caso estes estiverem incorporados, falem com os Guias dos mesmos. NÃO LEVE DIRETO PARA O PAI DA CASA.

OBRIGAÇÕES DOS OGANS



  1. Zelar pelos atabaques.
  1. Cuidar e guardar sempre em lugar de fácil acesso os equipamentos de manutenção dos atabaques.
  1. Acender vela, e dar água para os atabaques antes de iniciar os trabalhos.
  1. Nos términos dos trabalhos, guardar os atabaques em lugar seguro, afinal o atabaque é o principal instrumento para chamarmos nossos Orixás e nossas queridas entidades espirituais.
  1. O atabaque só poderá ser tocado pelos Ogans e pessoas habilitadas desde que autorizadas pelo Babalaô.


LEMBRANDO QUE AS NORMA PODE VARIAR DE UM  TERREIRO PARA O OUTRO CONFORME O (BABALORIXÁ  OU IALORIXÁ).